Por que tantos homens adiam o divórcio?
Você já se perguntou por que você, homem, adia tanto o divórcio? São preocupações, insegurança financeira? Venha entender!
Muitos homens sabem que o casamento chegou ao fim, mas ainda assim adiam o divórcio.
Isso acontece, na maioria das vezes, por medo das consequências jurídicas, dúvidas sobre patrimônio, receio de se afastar dos filhos e insegurança em relação ao procedimento.
O tema envolve direito de família, questões emocionais e planejamento de vida, por isso exige informação correta e orientação responsável.
Neste artigo, você vai entender por que esse adiamento é tão comum, quais cuidados jurídicos são importantes e quando buscar ajuda para tomar decisões com segurança.
Continue a leitura e veja, passo a passo, o que realmente precisa ser considerado.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
Por que homens adiam o divórcio?
Homens adiam o divórcio, em geral, porque veem o processo como algo incerto, caro e emocionalmente difícil. Você pode estar nessa situação: sabe que o casamento acabou, mas ainda hesita.
Isso não acontece por falta de coragem. Na maioria das vezes, ocorre por medo das consequências jurídicas, familiares e financeiras.
Muitos relatam receio de perder parte do patrimônio, de ter menos convívio com os filhos e de enfrentar um processo longo. Em outros casos, você pode acreditar que é melhor suportar uma situação difícil do que enfrentar um conflito.
É comum também imaginar que “vai melhorar com o tempo” e, com isso, o pedido é adiado indefinidamente.
Hoje, a legislação facilita o encerramento do casamento. Após a Emenda Constitucional nº 66/2010, não é mais exigida separação prévia.
Além disso, em situações com acordo, é possível recorrer ao divórcio consensual online, o que torna o procedimento mais simples.
O que se observa, na prática, é que a falta de informação jurídica prolonga decisões que poderiam ser resolvidas de forma organizada e segura.
Por que esperar tanto pelo divórcio é pior?
Esperar pelo divórcio costuma ser pior porque os problemas tendem a crescer com o tempo. Quando o relacionamento já terminou, permanecer sem definição cria insegurança jurídica e emocional.
Você continua vivendo um estado “intermediário”, sem romper totalmente, mas também sem reorganizar sua vida.
Do ponto de vista jurídico, a demora pode gerar efeitos concretos. Bens comprados depois da separação de fato podem entrar na discussão de partilha. Dívidas assumidas por um dos cônjuges podem envolver o outro, dependendo do regime de bens.
Discussões sobre guarda e alimentos também ficam mais complexas com o passar dos anos.
Imagine a situação: você se separou há cinco anos, mas nunca formalizou o divórcio. Nesse período, sua ex-esposa contraiu dívidas.
Quando o divórcio é finalmente solicitado, surge um debate sobre responsabilidade patrimonial. O que poderia ser simples torna-se um litígio.
Há também impacto emocional. Conviver em um ambiente sem afeto, com discussões frequentes, pode afetar sua saúde e a dos filhos. Crianças percebem tensões e sentem insegurança, mesmo quando os pais tentam “proteger”.
O divórcio realmente significa um fracasso?
O divórcio não é reconhecido pela lei como um fracasso. Ele é um direito previsto no ordenamento jurídico brasileiro e serve para reorganizar a vida civil quando a convivência deixa de fazer sentido.
A Constituição Federal, após a EC 66/2010, retirou exigências e reconheceu o divórcio como instrumento legítimo de autonomia.
A legislação não impõe culpa. Não exige justificativas. Basta a vontade de se divorciar. Quando os vínculos afetivos cessam, a lei oferece um caminho formal para encerrar a relação com segurança jurídica.
Essa percepção de “fracasso” costuma estar ligada a fatores culturais. Do ponto de vista prático, o divórcio permite que cada pessoa reorganize família, patrimônio e responsabilidades parentais. Ele não rompe a relação com os filhos. Apenas encerra o vínculo conjugal.
Exemplo: um pai acredita que pedir divórcio o afastará do convívio com as crianças. Na realidade, a lei prioriza o melhor interesse do menor.
Com a Lei nº 13.058/2014, a guarda compartilhada passou a ser regra, salvo exceções. Isso preserva e estimula a participação ativa de ambos os pais.
Assim, o divórcio é um mecanismo jurídico de proteção, não uma punição. Ele evita conflitos prolongados e dá previsibilidade para decisões futuras.
Quais as preocupações dos homens no divórcio?
As principais preocupações de homens que enfrentam o divórcio envolvem patrimônio, convivência com os filhos, tempo de processo e custos. São dúvidas legítimas. Na prática, elas aparecem assim:
Patrimônio: Existe receio sobre o que será partilhado. O Código Civil define regras diferentes para cada regime de bens.
Quem casou em comunhão parcial, por exemplo, pode ter bens adquiridos durante o casamento partilhados, independentemente de quem pagou.
Filhos: A ansiedade sobre afastamento é comum. Hoje, a guarda compartilhada é incentivada por lei. O objetivo é preservar vínculos e responsabilidades.
Pensão alimentícia: Não existe tabela fixa. O juiz analisa necessidade de quem recebe e capacidade de quem paga, sempre com base em provas.
Tempo: Processos litigiosos podem ser mais longos. Já o acordo, quando viável, costuma ser mais ágil.
Custos: A dúvida sobre quanto custa divórcio é frequente. Valores dependem de documentos, bens, modalidade (judicial ou extrajudicial) e complexidade do caso.
Embora muitos procurem um “divorcio rapido e brato”, o mais importante é garantir segurança jurídica.
Imagine que um homem decide fazer um acordo informal com a ex-esposa, sem registrar em cartório ou em juízo.
Anos depois, ocorre um desacordo sobre bens. Como não houve formalização, surge um conflito maior.
Essa é uma área em que a orientação jurídica evita prejuízos e reduz o risco de decisões precipitadas.
O que o homem precisa saber antes de pedir divórcio?
Antes de pedir o divórcio, você precisa conhecer pontos essenciais. Eles influenciam guarda, patrimônio, documentos e tempo de tramitação. Em muitos casos, uma consulta prévia com advogado de divórcio evita erros difíceis de reverter.
Alguns cuidados importantes:
Não é preciso provar culpa: Desde a Emenda Constitucional nº 66/2010, basta a vontade. Não há necessidade de comprovar traição, abandono ou erro.
Há modalidades diferentes de divórcio: O divórcio pode ser judicial ou extrajudicial. O divórcio consensual online é possível quando existe acordo. Em outras situações, o Judiciário analisa guarda, alimentos e convivência.
Regime de bens define a partilha: Casamento em comunhão parcial, universal ou separação total seguem regras diferentes. Documentos e comprovantes são fundamentais.
Filhos continuam tendo direito à convivência: O rompimento é conjugal, não parental. A lei protege o melhor interesse da criança.
Formalizar é indispensável: Separações apenas “de fato” geram problemas. Formalizar garante segurança e evita disputas futuras.
Um exemplo ajuda a visualizar: um homem se separa e inicia nova família. Sem divórcio formal, morre anos depois. A partilha de bens envolve a ex-esposa, por ainda ser legalmente casada. O processo torna-se mais complexo para todos os envolvidos.
Agir rapidamente evita esse tipo de cenário e permite que você organize sua vida de forma responsável.
Além disso, procurar orientação não significa iniciar um conflito. Significa entender direitos e deveres antes de tomar decisões. Em muitos casos, o profissional ajuda a construir acordos equilibrados e reduz disputas.
O ideal é buscar auxílio sempre que:
- houver dúvidas sobre bens e dívidas
- existirem filhos menores
- houver discordância entre as partes
- existirem bens de valor significativo
- você desejar formalizar um acordo seguro
A consulta inicial esclarece documentos necessários, custos, prazos e riscos. Ela também evita que escolhas mal planejadas gerem prejuízos futuros.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui!
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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