Problema no ombro por esforço repetitivo dá direitos?

O problema no ombro causado por esforço repetitivo pode gerar direitos. Entenda quando isso acontece.

Imagem representando problema no ombro.
Problema no ombro por esforço repetitivo dá direitos?

O problema no ombro causado por esforço repetitivo é uma situação comum entre trabalhadores que realizam movimentos constantes com os braços durante a jornada de trabalho. 

Com o tempo, esse esforço pode provocar inflamações, dores persistentes e dificuldades para realizar tarefas simples, afetando diretamente a capacidade de trabalhar.

Em alguns casos, essas condições podem ser reconhecidas como doenças ocupacionais, o que pode gerar direitos como afastamento pelo INSS ou outros benefícios previstos na legislação previdenciária brasileira.

Muitas pessoas convivem com a dor sem saber que o problema no ombro pode ter relação com o trabalho e, em determinadas situações, pode garantir proteção legal e previdenciária.

Neste artigo, você vai entender quando o problema no ombro por esforço repetitivo pode gerar direitos e quais caminhos podem ser avaliados para proteger sua saúde e sua segurança financeira.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

O esforço repetitivo pode causar problema no ombro?

Sim. O esforço repetitivo pode causar diversos tipos de problema no ombro, principalmente quando o trabalhador realiza os mesmos movimentos durante longos períodos, sem descanso adequado ou ergonomia correta. 

Esse tipo de situação é comum em atividades que exigem levantar peso, operar máquinas, digitar constantemente ou trabalhar com os braços elevados.

Essas condições costumam ser classificadas como LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). 

Elas afetam músculos, tendões e articulações e podem gerar inflamações como tendinite, bursite ou até lesões mais graves nos tendões do ombro.

Imagine, por exemplo, uma pessoa que trabalha diariamente movimentando caixas ou repetindo o mesmo movimento com o braço durante toda a jornada. 

Com o tempo, essa repetição pode gerar desgaste na articulação e provocar dor, perda de força e dificuldade para movimentar o braço.

Esses sintomas podem evoluir gradualmente. No início, a dor aparece apenas durante o trabalho. Depois, pode surgir até em atividades simples do dia a dia, como levantar o braço ou vestir uma camisa. 

Quando o quadro evolui dessa forma, é importante buscar avaliação médica para evitar agravamento da lesão.

Quando o problema no ombro é considerado ocupacional?

O problema no ombro é considerado ocupacional quando existe relação direta entre a doença e as atividades realizadas no trabalho. 

Esse vínculo jurídico é chamado de nexo causal, ou seja, a conexão entre a atividade profissional e o desenvolvimento da doença.

A legislação previdenciária brasileira trata desse tema no artigo 20 da Lei nº 8.213/1991, que equipara determinadas doenças profissionais ou do trabalho ao acidente de trabalho quando elas surgem em razão das condições em que o serviço é executado.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando:

▸o trabalho exige movimentos repetitivos constantes

▸há esforço físico intenso com os braços

▸o trabalhador permanece com os ombros elevados por longos períodos

▸a atividade provoca sobrecarga na articulação

Um exemplo comum ocorre em profissionais que trabalham em linhas de produção ou em atividades de limpeza pesada. 

Se o movimento repetitivo realizado durante anos leva ao surgimento de uma lesão no ombro, essa condição pode ser reconhecida como doença ocupacional.

Esse reconhecimento é importante porque pode gerar consequências jurídicas relevantes, como acesso a benefícios previdenciários e proteção trabalhista específica.

Quais exames comprovam o problema no ombro?

O problema no ombro costuma ser confirmado por meio de avaliação médica especializada e exames de imagem. 

O diagnóstico adequado é essencial para identificar a causa da dor, a gravidade da lesão e o impacto na capacidade de trabalho.

Entre os exames mais utilizados estão:

O problema no ombro costuma ser confirmado por meio de avaliação médica especializada e exames de imagem. 
Quais exames comprovam o problema no ombro?

Ressonância magnética: permite visualizar tendões, músculos e inflamações com maior precisão

Ultrassonografia do ombro: ajuda a identificar bursites, tendinites e outras alterações

Raio-X: pode mostrar desgaste articular ou alterações estruturais

Exame clínico ortopédico: avaliação realizada pelo médico durante a consulta

Além dos exames, os laudos médicos são fundamentais. Eles devem descrever o diagnóstico, os sintomas apresentados, o tratamento indicado e as limitações funcionais do paciente.

Por exemplo, se uma pessoa apresenta ruptura de tendão ou inflamação grave que impede levantar o braço ou carregar peso, o médico pode registrar essas limitações no laudo. 

Esses documentos costumam ser analisados pelo INSS durante a perícia médica.

Quanto mais completos forem os documentos médicos, maiores são as chances de demonstrar a existência e a gravidade da lesão.

O problema no ombro pode gerar benefício?

Sim. Dependendo da gravidade da lesão e do impacto na capacidade de trabalho, um problema no ombro pode gerar benefícios previdenciários.

O sistema previdenciário brasileiro prevê algumas possibilidades quando a doença impede ou reduz a capacidade laboral do segurado. Entre os principais benefícios estão:

O auxílio por incapacidade temporária pode ser concedido quando o trabalhador precisa se afastar do trabalho por mais de 15 dias devido à doença. 

Já o auxílio-acidente pode ser pago quando permanecem sequelas que reduzem a capacidade de trabalho, mesmo que a pessoa continue exercendo sua atividade.

Nos casos mais graves, quando a pessoa não consegue mais exercer atividade profissional e não há possibilidade de reabilitação, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

A concessão desses benefícios depende sempre da perícia médica do INSS, que avaliará o diagnóstico, os exames e o impacto da doença na atividade profissional.

Como comprovar o problema no ombro relacionado ao trabalho?

Para que um problema no ombro seja reconhecido como doença ocupacional, é necessário comprovar o nexo causal entre a atividade profissional e a lesão. 

Essa comprovação normalmente exige a apresentação de diferentes tipos de documentos.

Entre as provas mais utilizadas estão:

▸laudos médicos e exames de imagem

▸histórico clínico detalhado

▸descrição da atividade exercida no trabalho

▸Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)

registros sobre condições do ambiente de trabalho

A CAT é um documento importante porque registra oficialmente a suspeita de relação entre a doença e o trabalho. 

Mesmo que a empresa não emita esse documento, ele pode ser registrado por médico, sindicato ou pelo próprio trabalhador.

Imagine, por exemplo, um trabalhador que passa anos operando máquinas com movimentos repetitivos de braço. 

Se ele desenvolve uma lesão no ombro e apresenta exames que confirmam a doença, a perícia pode analisar se a atividade exercida contribuiu para o problema.

Esse conjunto de provas ajuda a demonstrar que a doença não surgiu por acaso, mas pode estar ligada às condições de trabalho.

O que fazer ao desenvolver problema no ombro?

Ao perceber sintomas persistentes de problema no ombro, como dor, dificuldade de movimentação ou perda de força, o primeiro passo é procurar avaliação médica especializada

O diagnóstico precoce pode evitar agravamento da lesão e ajudar a iniciar o tratamento adequado.

Também é importante guardar todos os exames, atestados e relatórios médicos, pois esses documentos podem ser essenciais caso seja necessário solicitar benefício previdenciário ou comprovar a relação da doença com o trabalho.

Se houver suspeita de doença ocupacional, o trabalhador pode informar a empresa e solicitar a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). 

Esse registro pode ser relevante para caracterizar a condição como acidente de trabalho, conforme a legislação previdenciária.

Em situações em que a doença impede o exercício da atividade profissional, pode ser necessário solicitar avaliação no INSS para verificar a possibilidade de benefício. Nesses casos, agir rapidamente pode evitar atrasos no reconhecimento do direito.

Cada situação envolve fatores específicos, como o tipo de atividade exercida, a gravidade da lesão e a documentação disponível. 

Por isso, compreender seus direitos e buscar orientação jurídica especializada pode ser um passo importante para avaliar as alternativas legais e evitar prejuízos maiores no futuro.

Um recado final para você!

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Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui!

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos AdvocaciaDireito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

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Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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