CID M25.5 pode aposentar pelo INSS? Saiba como!
O CID M25.5, relacionado a doenças articulares, pode ser um dos fatores que permitem a concessão da aposentadoria por invalidez pelo INSS. Se você tem essa condição, acompanhe o texto!
O CID M25.5 identifica dor articular, o registro clínico de dor em uma ou mais articulações do corpo, seja no joelho, no quadril, no ombro, no tornozelo ou em qualquer outra estrutura articular.
Na prática previdenciária, o M25.5 é um dos CIDs articulares que mais chegam ao INSS, especialmente em trabalhadores com histórico de esforço físico repetitivo.
A subjetividade da dor articular é o principal desafio na perícia médica federal. Compreender como documentar e comprovar essa limitação é o que determina se há benefício no INSS.
Neste artigo, a equipe previdenciária do VLV Advogados explica o que é o CID M25.5, por que ele é diferente de outros diagnósticos articulares, quais benefícios do INSS ele pode fundamentar.
Você têm esse diagnóstico e quer saber se pode ter direito à aposentadoria pelo INSS? Acompanhe a leitura e, em caso de dúvidas, fale com um especialista!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- 1 O que significa o CID M25.5?
- 2 O CID M25.5 é considerado grave?
- 3 CID M25.5 dá direito ao auxílio-doença?
- 4 Como funciona BPC LOAS para CID M25.5?
- 5 CID M25.5 dá direito a aposentadoria pelo INSS?
- 6 Como solicitar a aposentadoria por CID M25.5?
- 7 Qual o valor da aposentadoria por CID M25.5?
- 8 Como o VLV Advogados pode ajudar na sua aposentadoria?
- 9 Autor
O que significa o CID M25.5?
O CID M25.5 especifica dor articular, sem indicar a articulação afetada nem a causa da dor. O código pode ser complementado por um dígito adicional que identifica a localização:
- M25.51 para o ombro,
- M25.55 para o quadril,
- M25.56 para o joelho,
- M25.57 para o tornozelo, entre outros.
Na prática clínica, porém, muitos prontuários e laudos registram apenas M25.5 sem a extensão localizatória, o que torna o código ainda mais genérico.
Quando um médico registra M25.5, está documentando uma manifestação clínica e não necessariamente o diagnóstico da condição que a causa.
Quais doenças podem estar por trás do CID M25.5?
A dor articular registrada como M25.5 pode ser a manifestação clínica de um amplo espectro de condições. Entender qual doença está na origem do quadro é fundamental.
Doenças degenerativas articulares: a artrose é a causa mais comum de dor articular crônica registrada como M25.5. Ela pode afetar qualquer articulação, mas é mais frequente no joelho (gonartrose, CID M17), no quadril (coxartrose, CID M16) e nas mãos.
Doenças inflamatórias e autoimunes: a artrite reumatoide (CID M05 e M06) é uma doença autoimune crônica que causa inflamação progressiva das articulações, com potencial de destruição articular e comprometimento funcional severo.
Outras doenças autoimunes que geram dor articular documentada como M25.5 incluem:
- o lúpus eritematoso sistêmico (CID M32),
- a artrite psoriásica (CID M07)
- e a espondilite anquilosante (CID M45)
O CID M25.5 é considerado grave?
O CID M25.5, por si só, não tem uma classificação de gravidade. A gravidade real do quadro depende da doença subjacente, da articulação afetada, do estágio de evolução e do impacto funcional sobre a capacidade de trabalho do segurado.
O que o INSS entende por gravidade?
Para fins previdenciários, a gravidade não é avaliada pelo código CID, mas pela extensão da incapacidade funcional. O perito médico federal avalia se o segurado consegue ou não exercer atividade laboral, e em que grau essa capacidade está comprometida.
Um quadro de M25.5 é considerado grave, do ponto de vista da avaliação pericial, quando a dor articular impede o trabalho de forma demonstrável, como por meio de exames.
Quando o M25.5 pode ser clinicamente grave?
Há cenários em que a dor articular registrada como M25.5 corresponde a um quadro objetivamente grave, com potencial de gerar incapacidade reconhecida pelo INSS.
Entre eles estão:
- o comprometimento bilateral de articulações de carga;
- a dor articular associada a artrite reumatoide ou outras doenças autoimunes;
- casos com indicação cirúrgica e sem condição de retorno imediato ao trabalho;
- e quadros com sequela funcional permanente após lesão articular grave.
Nesses cenários, o M25.5 não é o código que sustenta o pedido de benefício, é a documentação completa do caso, incluindo os diagnósticos subjacentes, os exames objetivos e o histórico terapêutico, que constrói a argumentação clínica e previdenciária.
CID M25.5 dá direito ao auxílio-doença?
O CID M25.5 pode dar direito ao auxílio-doença quando a dor articular impede temporariamente o segurado de exercer sua atividade laboral. Para ter direito ao auxílio-doença com base no CID M25.5, o segurado precisa atender a três condições simultâneas.
- Qualidade de segurado ativa no INSS
- Carência de 12 contribuições mensais ao INSS
- Incapacidade temporária para o trabalho
O diagnóstico de M25.5 apresenta um desafio específico nessa avaliação: por se tratar de um código de sintoma associado com frequência a condições crônicas, o perito tende a questionar o caráter temporário da incapacidade.
Para trabalhadores com carteira assinada, a empresa é obrigada a pagar os primeiros 15 dias de afastamento como salário normal. A partir do 16º dia, o INSS assume o pagamento.
Qual o valor do auxílio-doença por CID M25.5?
O auxílio-doença corresponde a 91% do salário-de-benefício do segurado, independentemente da incapacidade decorrer de doença comum ou articular.
O salário-de-benefício é calculado como a média aritmética de 100% de todos os salários de contribuição registrados no CNIS desde julho de 1994 ou desde o início das contribuições. O benefício não pode ser inferior ao salário mínimo vigente, que em 2026 é de R$ 1.621,00.
Como funciona BPC LOAS para CID M25.5?
O Benefício de Prestação Continuada é uma alternativa previdenciária importante para quem tem dor articular incapacitante mas não possui contribuições suficientes ao INSS para acessar o auxílio-doença ou a aposentadoria por incapacidade permanente.
Para quem convive com uma condição articular grave e nunca formalizou contribuições ao INSS ou contribuiu por período insuficiente para a carência exigida, o BPC representa a via de acesso a um benefício mensal equivalente a um salário mínimo (R$ 1.621,00).
Os dois requisitos cumulativos
O BPC exige o cumprimento simultâneo de duas condições. A primeira é o critério de incapacidade ou deficiência: a condição de saúde do requerente deve causar um impedimento de longo prazo, com duração mínima de dois anos.
Para o CID M25.5, isso significa que a dor articular não pode ser tratada como um episódio agudo ou uma limitação leve: o segurado precisa demonstrar que a condição é crônica.
A segunda condição é o critério socioeconômico: a renda familiar per capita deve ser inferior a 1/4 do salário mínimo, o que em 2026 equivale a R$ 405,25 por pessoa.
A Lei 14.176/2021 ampliou a possibilidade de reconhecimento até 1/2 salário mínimo per capita (R$ 810,50) quando há outros elementos que demonstrem situação de vulnerabilidade.
CID M25.5 dá direito a aposentadoria pelo INSS?
Uma artrose inicial registrada como M25.5 dificilmente sustentará um pedido de aposentadoria por incapacidade. A dor articular é uma queixa subjetiva, quando o prontuário traz apenas o CID M25.5 com laudos genéricos, a perícia tende a não reconhecer o benefício.
No geral, a possibilidade se torna concreta quando há um diagnóstico mais específico. Entre as condições articulares que com maior frequência fundamentam pedidos estão:
- a artrose bilateral avançada de joelhos e quadris com limitação severa,
- a artrite reumatoide com deformidades articulares progressivas,
- as sequelas articulares permanentes de acidentes de trabalho,
- e as artropatias associadas a doenças sistêmicas como lúpus.
Somente quando a reabilitação é inviável, o INSS reconhece a incapacidade como permanente. No entanto, existem algumas exceções muito específicas.
A jurisprudência tem reconhecido que trabalhadores com baixa escolaridade, idade avançada e histórico de trabalho exclusivamente manual podem ter o benefício concedido mesmo quando a incapacidade não é absoluta para qualquer trabalho.
Esse entendimento, chamado de incapacidade laborativa relativa ou parcial com efeitos de total, é relevante para segurados com dor articular que não possuem incapacidade total.
Como solicitar a aposentadoria por CID M25.5?
O pedido de aposentadoria por incapacidade permanente é feito pelo portal Meu INSS ou aplicativo, também podendo ser realizado pela Central 135 ou presencialmente em agência.
Mas atenção: no caso de CID M25.5, o código de sintoma, apresentado de forma isolada, é insuficiente para sustentar um pedido de aposentadoria por invalidez no INSS.
Por isso, antes de protocolar o pedido, o segurado deve verificar se a documentação responde a três perguntas que o perito inevitavelmente fará:
- qual é a doença que causa essa dor articular?
- Quais exames comprovam a gravidade dessa doença?
- Quais tratamentos foram tentados e com que resultado?

O que fazer antes de protocolar o pedido
O primeiro passo é garantir que haja um diagnóstico específico da condição subjacente, emitido por especialista com o CID correspondente à doença de base.
Por exemplo, um prontuário que traz M25.56 (dor no joelho) acompanhado de M17.1 (gonartrose primária unilateral) e laudo de ressonância magnética que descreve destruição cartilaginosa é mais robusto do que um prontuário com apenas M25.5 e queixa de dor.
Perícia médica do INSS
A perícia médica federal é a etapa central do processo e, nos casos de CID M25.5, é onde a maioria dos pedidos é decidida. O perito médico federal recebe o segurado por um período que costuma variar entre 15 e 30 minutos.
Nesse tempo, analisa a documentação apresentada, colhe informações sobre o histórico clínico e realiza o exame físico dirigido. É importante levar os seguintes documentos:
- Identidade, CPF
- Carteira de trabalho
- Extrato de contribuição CNIS
- Laudo do médico especialista
- Relatórios de outros especialistas
- Atestados médicos de afastamento
- Exames de imagem
- Histórico de tratamentos realizados
- Receitas médicas
- CAT, se houver
Qual o valor da aposentadoria por CID M25.5?
O valor da aposentadoria por incapacidade permanente com base no CID M25.5 depende de duas variáveis principais: o salário-de-benefício do segurado e a origem da incapacidade.
O salário-de-benefício é a base sobre a qual o coeficiente é aplicado. Ele corresponde à média aritmética de 100% de todos os salários de contribuição registrados no CNIS desde julho de 1994 ou desde o início das contribuições, prevalecendo o que for mais recente.
O valor resultante está limitado ao teto do INSS e não pode ser inferior ao salário mínimo, que em 2026 é de R$ 1.621,00. Segurados que contribuíram por longos períodos sobre valores baixos terão um salário-de-benefício menor, o que reflete diretamente no benefício final.
Quando a condição articular não tem origem ocupacional reconhecida, o coeficiente aplicado segue a mesma fórmula da aposentadoria programada:
- 60% do salário-de-benefício,
- acrescidos de 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos para homens e 15 anos para mulheres.
Coeficiente para doença ocupacional
Quando a dor articular é reconhecida como doença do trabalho, o coeficiente passa a ser de 100% do salário-de-benefício, independentemente do tempo de contribuição acumulado.
O acréscimo de 25%
Segurados que, além de incapazes para o trabalho, necessitam de assistência permanente de outra pessoa para realizar atividades básicas da vida diária têm direito ao acréscimo de 25% sobre o valor da aposentadoria, previsto no art. 45 da Lei 8.213/1991.
Como o VLV Advogados pode ajudar na sua aposentadoria?
O processo de aposentadoria por incapacidade pode gerar dúvidas e insegurança, principalmente quando o segurado enfrenta dores constantes e dificuldades para continuar trabalhando.
Em muitos casos, o INSS nega o benefício por falta de documentos adequados, inconsistências no histórico previdenciário ou conclusão desfavorável da perícia médica.
Além disso, cada profissão possui impactos diferentes. Um trabalhador que depende de força física, por exemplo, pode enfrentar limitações mais severas do que alguém que exerce atividade menos intensa. Por isso, a análise individual do caso é fundamental.
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados
Sobre o autor
A Dra. Rafaela Carvalho é advogada com atuação em direito Previdenciário, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.
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