Lesão mínima justifica auxílio-acidente? Confira como!

Uma lesão mínima pode parecer algo sem importância à primeira vista. Mas, quando ela impacta a capacidade de trabalho, pode gerar direito ao auxílio-acidente. 

homem com lesão mínima solicitando auxílio-acidente
Lesão mínima justifica auxílio-acidente?

Quando um trabalhador sofre um acidente, mesmo havendo lesão mínima, isso pode impactar a capacidade dele de trabalhar e exercer sua atividade diária.

Muitos se perguntam: uma lesão pequena pode garantir o direito ao auxílio‑acidente? A resposta é sim, e o entendimento jurídico tem sido claro sobre isso. 

O auxílio‑acidente é devido sempre que uma sequela permanente reduz a capacidade de trabalho, independentemente da gravidade da lesão. 

Neste artigo, explicamos o que é considerado uma lesão mínima, como solicitar o benefício e como o INSS avalia esses casos. Continue lendo para entender os seus direitos!

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O que é considerado uma lesão mínima?

No contexto de acidente de trabalho, uma lesão mínima costuma ser entendida como uma alteração física de baixa intensidade, limitada e com impacto funcional pequeno.

Ou seja, uma lesão que não impede o trabalhador de exercer suas atividades habituais ou que, quando muito, causa apenas um desconforto leve e temporário. 

Em termos práticos, envolve quadros como pequenas contusões, escoriações superficiais, cortes rasos ou distensões leves. Neste caso:

Além disso, esse tipo de lesão geralmente não deixa sequelas permanentes nem reduz a capacidade laboral de forma mensurável, sendo frequentemente resolvido.

Ainda assim, a caracterização de “mínima” não depende só da aparência inicial da lesão, mas também da sua repercussão funcional e evolução clínica, já que até lesões aparentemente pequenas podem ganhar relevância se gerarem limitação persistente ou complicações.

Lesão mínima dá direito ao auxílio‑acidente?

Sim, a lesão mínima pode dar direito ao auxílio-acidente, desde que ela deixe uma sequela permanente e cause alguma redução na capacidade de trabalho, mesmo que seja pequena. 

De acordo o Tema 416 do STJ, o ponto principal na análise da concessão do auxílio-acidente não é o tamanho da lesão, mas o impacto que ela gera na vida profissional do segurado. 

Assim, se após um acidente o trabalhador continua exercendo sua função, mas com mais dificuldade, dor, limitação de movimento, perda de força, redução de rendimento ou necessidade de maior esforço para realizar as mesmas atividades, pode existir direito ao benefício. 

O auxílio-acidente tem natureza indenizatória, ou seja, funciona como uma compensação pela sequela que ficou após a consolidação das lesões. 

Por isso, não é necessário que a pessoa fique totalmente incapaz, nem que abandone o trabalho. Basta comprovar que a sequela é permanente e interfere de alguma forma na atividade habitual.

Como solicitar auxílio‑acidente por lesão mínima?

imagem falando da solicitação de auxílio-acidente por lesão mínima
Solicitar auxílio-acidente por lesão mínima!

Para solicitar o auxílio-acidente por lesão mínima, é importante entender que o foco do INSS é a existência de uma sequela permanente que reduza a capacidade de trabalho. 

Por isso, mesmo após um acidente aparentemente simples, se houver qualquer limitação duradoura que impacte sua atividade profissional, já é possível buscar o benefício.

Veja o passo a passo simples de como fazer a solicitação!

O auxílio-acidente normalmente é concedido após o fim do auxílio-doença, quando o quadro se estabiliza e a sequela se torna definitiva.

Se o benefício for negado, ainda é possível recorrer administrativamente ou buscar a via judicial. Mesmo em casos leves, o direito pode ser reconhecido, desde que fique demonstrado que houve uma redução permanente da capacidade, ainda que pequena.

Como funciona a análise do INSS de lesão mínima?

A análise do INSS em casos de lesão mínima não se baseia apenas na gravidade aparente do dano, mas principalmente na existência de sequela permanente e no impacto real dessa sequela.

O órgão avalia se, após a consolidação da lesão, o segurado ficou com alguma limitação funcional, ainda que leve, que torne o exercício da atividade habitual mais difícil.

Essa verificação é feita por meio de uma análise conjunta de documentos e, principalmente, pela perícia médica, que compara o estado de saúde atual com a capacidade laboral.

Para essa análise, é fundamental apresentar documentos consistentes, como:

Em conclusão, a análise do INSS em casos de lesão mínima é técnica e comparativa, focada em identificar se houve redução permanente da capacidade de trabalho, mesmo que discreta. 

Um recado final para você!

imagem representando conteúdo jurídico informativo
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados

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Autor

  • rafa menor

    •Advogada Especialista em Diversas áreas do Direito. Pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente é coordenadora da equipe jurídica do VLV Advogados.

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