O que fazer se você for preso injustamente?

Se você ou alguém próximo foi preso injustamente e não sabe qual é o primeiro passo, este texto te mostra o que realmente fazer para recuperar seus direitos.

imagem representando preso injustamente

Saiba o que fazer caso conheça alguém que foi preso injustamente!

Ser preso é uma das experiências mais angustiantes que alguém pode enfrentar, especialmente quando a pessoa acredita que está sendo acusada injustamente.

Nessa situação, é comum surgir medo, desespero e muitas dúvidas sobre o que fazer, quais são os direitos garantidos por lei e como agir para evitar prejuízos maiores.

A prisão injusta pode ocorrer por vários motivos; mas, mesmo nesses casos, a Constituição garante direitos fundamentais.

Saber como se comportar nesse momento, quais medidas jurídicas podem ser tomadas e como buscar a liberdade o mais rápido possível faz toda a diferença.

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!

Ser acusado injustamente é um crime?

Ser acusado injustamente pode ser crime a depender da conduta de quem acusa ou provoca a acusação de forma indevida.

Por exemplo, se alguém inventa uma história e atribui a você um crime que você não cometeu, essa pessoa pode responder por calúnia (quando imputa falsamente um crime a alguém).

Se a acusação for feita com ofensas à sua honra sem necessariamente apontar um crime específico, pode haver difamação ou injúria, conforme o caso.

Além disso, se alguém leva uma falsa acusação às autoridades e dá início a uma investigação ou processo sabendo que você é inocente, pode configurar denunciação caluniosa.

Também pode existir falso testemunho se uma pessoa mentir como testemunha em delegacia ou em juízo, e até comunicação falsa de crime quando alguém registra ocorrência inventada.

Ou seja, a injustiça de ser acusado não transforma automaticamente a situação em “um crime” por si só, mas pode indicar que houve crime praticado por outra pessoa.

O que acontece se você for preso injustamente?

Se você for preso injustamente, o que acontece costuma se dividir em duas frentes ao mesmo tempo: a situação imediata da prisão e as consequências jurídicas depois.

No momento da prisão, a pessoa pode ser levada à delegacia, ter a prisão registrada e ser apresentada a um juiz em um prazo curto para que a legalidade seja analisada.

Essa situação, chamada de prisão em flagrante, faz com o que juiz decida sobre relaxamento de prisão, liberdade provisória ou, ainda, manter a prisão.

Mesmo sendo injusta, a prisão pode gerar impactos muito concretos na vida:

No processo, a defesa vai buscar mostrar que faltam elementos mínimos de autoria e materialidade, apontar contradições, nulidades, provas frágeis e afins.

Se a prisão for reconhecida como indevida (por ilegalidade, abuso, erro do Estado ou manutenção sem base), pode surgir o direito de reparação.

Em algumas situações, também podem existir responsabilidades de quem provocou a prisão com mentiras (como falsa acusação) e até apuração de abuso de autoridade, conforme o caso.

Em resumo, a prisão injusta pode começar como um choque imediato, mas vira rapidamente uma disputa jurídica para recuperar a liberdade e reduzir danos.

Quem pode ajudar quem está preso injustamente?

O principal apoio a quem está preso injustamente é o advogado criminalista, pois ele quem consegue acessar o processo, entender a prisão e agir para buscar a liberdade.

Quando a pessoa não tem condições de pagar, a Defensoria Pública pode prestar assistência e atuar com os mesmos instrumentos, acompanhando audiências e fazendo pedidos ao juiz.

A família também ajuda muito, porque consegue providenciar documentos, comprovar endereço e trabalho, reunir registros, indicar testemunhas e manter contato com o advogado.

Dentro do sistema, o juiz e o Ministério Público têm papel decisivo: o juiz controla a legalidade da prisão e pode revogá-la quando faltam requisitos.

O Ministério Público, como fiscal da lei, pode concordar com a soltura quando percebe fragilidade do caso ou ilegalidade, embora isso dependa do contexto e das provas.

Em situações de abuso, ilegalidade grave ou desrespeito a direitos, também podem ser acionadas corregedorias, ouvidorias, a OAB e outros órgãos de controle.

Mas o caminho mais direto e efetivo quase sempre começa com uma defesa técnica bem feita, organizada e rápida, porque é ela que transforma a injustiça percebida em liberdade.

Como conseguir liberdade ao ser preso injustamente?

imagem representando como obter liberdade apos prisao injusta

Descubra como obter liberdade após prisão injusta!

Conseguir liberdade quando alguém é preso injustamente depende, em geral, de agir rápido com defesa técnica e de demonstrar ao juiz que não existem bases legais para manter a prisão.

O primeiro passo costuma ser garantir contato com um advogado criminalista ou com a Defensoria Pública. Seu advogado, então, vai analisar o caso e criar uma estratégia.

Em muitos casos, a liberdade pode ser buscada já na análise inicial do juiz, como na audiência de custódia quando a prisão é em flagrante, momento em que a defesa pode pedir:

Se houver prisão preventiva, a defesa pode pedir a revogação quando não existirem os requisitos legais e reforçar que a prisão não pode ser usada como “punição antecipada”.

Além disso, é muito importante organizar o que ajuda a derrubar suspeitas: comprovação de endereço fixo, trabalho, vínculos familiares, histórico de comparecimento a atos do processo.

Quando a decisão de manter a prisão for injusta ou baseada em fundamentos genéricos, um instrumento comum é o habeas corpus, que pode ser levado ao tribunal.

Mesmo depois da condenação, é possível questionar a decisão por meio de instrumentos específicos, como a revisão criminal.

Qual o valor da indenização por ser preso injustamente?

No Brasil, não existe um valor fixo para indenização por prisão injusta, porque o montante é definido caso a caso pelo Judiciário, a partir das circunstâncias do caso.

A base para pedir reparação vem da Constituição, que prevê o direito à indenização por erro judiciário e por prisão além do tempo devido, além da responsabilidade objetiva do Estado.

Na prática, o juiz costuma separar os prejuízos em danos morais e danos materiais: os danos morais buscam compensar o sofrimento, a humilhação, o abalo psicológico.

Já os danos materiais podem incluir perdas econômicas comprováveis, como salários não recebidos, demissão, contratos perdidos, gastos com deslocamentos e documentação.

Para chegar ao valor, os tribunais normalmente observam critérios como: 

Por isso, duas pessoas presas injustamente podem receber valores muito diferentes, mesmo em situações parecidas, porque cada processo exige prova do dano.

O ponto decisivo é documentar o máximo possível e ter uma análise jurídica cuidadosa para enquadrar corretamente se foi erro judiciário, ilegalidade na prisão ou abuso.

Um recado final para você!

imagem representando advogado

Em caso de dúvidas, procure assistência jurídica!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui!

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

5/5 - (1 voto)

Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

    Ver todos os posts
Olá, tudo bem?
Fale conosco no WhatsApp! Rápido e seguro.
Fale Conosco