Problemas no joelho e o direito à aposentadoria!
Você tem dor no joelho e CID M23 no atestado? Entenda se isso pode dar direito a aposentadoria ou outros benefícios do INSS.
Receber um diagnóstico de CID M23, relacionado a problemas internos no joelho, costuma gerar uma dúvida imediata: isso pode dar direito à aposentadoria?
Quando a dor é constante, há limitação para caminhar ou dificuldade para trabalhar, é natural surgir a preocupação com o futuro profissional e financeiro.
O que muitas pessoas não sabem é que o código do CID, por si só, não garante automaticamente um benefício do INSS.
O que realmente importa é entender se esse problema no joelho provoca incapacidade para o trabalho, seja de forma temporária ou permanente.
Este conteúdo foi preparado para esclarecer quando o CID M23 pode gerar aposentadoria, quais são os requisitos legais e como funciona a análise do INSS.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- O que significa CID M23?
- Quais as sequelas da CID M23 no joelho?
- Quem sofre de CID M23 pode parar de trabalhar?
- CID M23 (problema no joelho) pode gerar aposentadoria?
- Como solicitar aposentadoria por invalidez por CID M23?
- Como funciona a perícia da aposentadoria por CID M23?
- Um recado final para você!
- Autor
O que significa CID M23?
O CID M23 é o código da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) que identifica transtornos internos do joelho, como lesões de menisco, instabilidade ligamentar e alterações estruturais dentro da articulação.
Esse código aparece em atestados e laudos médicos, mas ele não define sozinho o direito a benefício previdenciário. Na prática, o CID serve para padronizar o diagnóstico. O INSS não concede benefício com base apenas no código.
O que realmente será analisado é se o problema gera incapacidade para o trabalho, conforme prevê a Lei nº 8.213/1991, que regula os benefícios previdenciários.
Por exemplo: duas pessoas podem ter CID M23. Uma pode continuar trabalhando normalmente. A outra pode ter limitações severas que impedem até de ficar longos períodos em pé. O diagnóstico é o mesmo, mas o impacto funcional é diferente.
Quais as sequelas da CID M23 no joelho?
As sequelas do CID M23 variam conforme a gravidade da lesão. Em casos leves, pode haver dor intermitente. Em situações mais avançadas, você pode enfrentar limitações importantes no dia a dia.
Entre as sequelas mais comuns estão:
- Dor crônica ao caminhar ou subir escadas
- Sensação de instabilidade no joelho
- Dificuldade para agachar ou levantar peso
- Limitação de movimentos
- Necessidade de cirurgia ou prótese
Imagine, por exemplo, um trabalhador da construção civil que precisa subir andaimes ou carregar materiais.
Se o joelho não sustenta o esforço, a atividade se torna inviável. É esse impacto funcional que pode justificar um pedido de benefício.
Quem sofre de CID M23 pode parar de trabalhar?
Depende da intensidade da limitação. O simples fato de ter CID M23 não obriga o afastamento automático. O afastamento ocorre quando há incapacidade comprovada para exercer sua atividade profissional habitual.
Se você trabalha sentado, em atividade administrativa, a análise será diferente de quem exerce função física intensa.
O perito do INSS avalia se sua função exige esforço compatível com sua condição de saúde. A legislação previdenciária exige que a incapacidade seja comprovada.
O artigo 59 da Lei 8.213/1991 prevê o auxílio por incapacidade temporária quando o segurado fica impedido de trabalhar por mais de 15 dias consecutivos.
Portanto, o afastamento depende da sua realidade profissional e da gravidade da lesão.
CID M23 (problema no joelho) pode gerar aposentadoria?
Sim, pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente, mas apenas quando houver incapacidade total e definitiva para o trabalho.
Para que isso aconteça, é necessário demonstrar que:
- ▸A incapacidade é total
- ▸A incapacidade é permanente
- ▸Não existe possibilidade de reabilitação profissional
Se a limitação for temporária, o benefício adequado será o auxílio por incapacidade temporária.
Há ainda o auxílio-acidente, previsto no artigo 86 da Lei 8.213/1991, quando a sequela reduz sua capacidade de trabalho, mas não impede totalmente o exercício da atividade.
O ponto central é claro: o CID não aposenta ninguém sozinho. A incapacidade funcional comprovada é o fator decisivo.
Como solicitar aposentadoria por invalidez por CID M23?
Para solicitar a aposentadoria por invalidez do INSS por problemas no joelho, você precisa, primeiro, saber que é preciso conseguir comprovar que a doença é incapacitante de forma permanente.
Geralmente, você começa com o pedido de auxílio-doença; esse benefício, em seguida, pode se transformar em aposentadoria se atender aos requisitos.
Passos para solicitar (de forma prática):
1) Acesse o Meu INSS
- Entre no Meu INSS pelo site ou app
- Busque por “Benefício por Incapacidade”
- Selecione “Pedir novo benefício”
- Provavelmente, o sistema vai oferecer o benefício temporário
2) Compareça à perícia, se necessário
- Leve todos os seus documentos médicos
- Foque na sua funcionalidade
- Seja verdadeiro, mas sem exageros
3) Aguarde o resultado
Se o INSS conceder auxílio-doença, mas a pessoa entender que sua condição é permanente e que deveria receber aposentadoria, é possível buscar a revisão dessa decisão.
Neste caso, faça um requerimento de revisão do benefício dentro do próprio Meu INSS, enviando documentos e voltando à perícia médica.
Se houver indeferimento, você pode recorrer por recurso administrativo no INSS ou, em casos mais complexos, através de uma ação judicial com apoio de um advogado.
Como funciona a perícia da aposentadoria por CID M23?
Após solicitar um benefício por incapacidade no INSS, você passará por uma perícia médica, onde o perito avaliará não só o diagnóstico do joelho, mas principalmente:
- Se há limitação funcional (dor, instabilidade, dificuldade para andar, agachar, subir escadas, etc.)
- Se essas limitações impedem você de trabalhar na sua função atual
- Se o tratamento foi feito e qual foi o resultado
- Se existe possibilidade de reabilitação para outra profissão
Com base nisso, o resultado pode ser:
- Incapacidade temporária (gera auxílio-doença)
- Incapacidade permanente sem reabilitação (gera aposentadoria)
- Possibilidade de reabilitação profissional
- Indeferimento (se não houver incapacidade comprovada)
Documentos importantes
- RG ou CNH
- CPF
- Laudo médico com CID M23
- Atestados atualizados
- Exames (ressonância, raio-x, etc.)
- Relatórios de tratamento (fisioterapia, ortopedista, cirurgias)
- Descrição da sua função no trabalho
- CAT (se houver relação com acidente ou trabalho)
Na prática, o que garante a aposentadoria não é o CID M23 em si, mas a prova de que o problema no joelho impede você de trabalhar de forma definitiva e sem possibilidade de adaptação para outra atividade.
Quanto mais completos e claros forem seus documentos médicos e profissionais, maiores são as chances de uma avaliação favorável na perícia.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
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