Saiba se você corre o risco de perder a herança se não fizer inventário!

Muita gente não sabe, mas atrasar ou ignorar o inventário pode trazer sérias consequências. Entenda quando existe o risco de perder a herança e como evitar esse problema.

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Você pode perder a herança se não fizer o inventário?

Você já pode ter ouvido que é possível perder a herança se não fizer inventário, mas essa informação costuma gerar dúvidas e até preocupação. Afinal, o que realmente acontece?

A verdade é que muitas famílias passam por dificuldades justamente por não entenderem como funciona o inventário e quais são os riscos do atraso ou da não realização.

Desse modo, este conteúdo foi pensado para esclarecer essas dúvidas, mostrando o que diz a lei e o que pode acontecer na prática. Continue a leitura e entenda como proteger seus direitos!

Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato!

Posso perder a herança se não fizer o inventário?

Em regra, não: você não perde automaticamente a herança só porque o inventário não foi feito, porque, pela lei brasileira, a herança se transmite aos herdeiros desde a abertura da sucessão.

O inventário, nesse contexto, não serve para “criar” o seu direito à herança, mas para regularizar a situação dos bens, identificar dívidas, formalizar quem são os herdeiros e permitir a partilha.

O grande problema de não fazer o inventário é que, embora o direito hereditário continue existindo, os bens podem ficar travados por anos, dificultando o acesso à herança.

Na prática, isso pode gerar prejuízos concretos, o que dá a sensação de “perda” da herança, embora juridicamente a perda não decorra apenas da falta de inventário. 

Então, a resposta mais correta é a seguinte: não fazer o inventário não faz você perder a herança de imediato, mas pode complicar tanto o acesso e a regularização desse patrimônio.

O inventário é um procedimento necessário e importante; mesmo que você não “perca” o direito à herança, você precisa dar entrada no processo para ter acesso a ela.

Quais são os riscos reais de não fazer o inventário?

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Quais os riscos de não fazer o inventário?

Os riscos reais de não fazer o inventário não estão, em regra, na perda automática da herança, mas sim nas consequências práticas, financeiras e jurídicas.

Pelo Código Civil, a herança passa desde logo aos herdeiros, e o inventário serve para identificar patrimônio e dívidas, formalizar a partilha e permitir que cada bem seja transferido corretamente. 

Além disso, o Código de Processo Civil prevê que o inventário deve ser instaurado em até 2 meses da abertura da sucessão, portanto, é importante seguir os prazos.

No geral, os riscos concretos de não abrir o inventário são:

O risco mais real de não fazer o inventário não é “perder a herança” de forma automática, mas transformar um direito em um patrimônio difícil de usar, vender, registrar e proteger

A demora tende a aumentar custos, abrir espaço para conflitos e criar obstáculos que podem se acumular por anos, por isso a medida mais segura é regularizar a sucessão o quanto antes. 

Os herdeiros não querem fazer inventário, como agir?

Se os herdeiros não querem fazer o inventário, a forma mais segura de agir é entender que a falta de concordância impede, em regra, o inventário extrajudicial em cartório.

Enquanto a ausência de acordo leva o caso para a via judicial; em outras palavras, se parte da família resiste, um herdeiro não precisa ficar parado esperando a boa vontade dos demais.

Na prática, então, quando há recusa dos demais, o caminho costuma ser reunir a documentação básica do falecimento e dos bens, procurar um advogado e dar entrada no inventário.

Neste caso, você vai pedir a nomeação de inventariante para que o processo ande mesmo sem colaboração total da família; a partir daí, os demais herdeiros serão chamados ao processo.

A resistência de alguns herdeiros pode dificultar, mas não impede que o inventário seja iniciado, e adiar a regularização só tende a aumentar custos, conflitos e bloqueios sobre os bens.

O que fazer para garantir que não vou perder a herança?

Para reduzir ao máximo o risco de problemas com a herança, o ponto principal é entender que esse direito precisa ser regularizado para virar patrimônio efetivamente disponível.

Abrir o inventário o quanto antes, organizar documentos, acompanhar impostos, proteger os bens e evitar assinar qualquer ato sem orientação jurídica. 

Lembre-se que o direito hereditário existe, mas a demora de torná-lo acessível pode deixar tudo mais caro, mais lento e mais vulnerável a conflitos. 

Desse modo, são cuidados que você deve tomar:

Em conclusão, para garantir que você não vai perder a herança nem transformar esse direito em um problema difícil de resolver, o caminho mais seguro é regularizar a sucessão rapidamente.

A falta de inventário, sozinha, normalmente não extingue o seu direito, mas pode criar multas, bloqueios e disputas que enfraquecem o aproveitamento do patrimônio. Fale conosco!

Um recado final para você!

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Em caso de dúvidas, busque assistência especializada!

Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.

Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.

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Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

Autor

  • joao valenca

    •Advogado (43370 OAB) especialista em diversas áreas do Direito e Co-fundador do escritório VLV Advogados, empresa referência há mais de 10 anos no atendimento humanizado e mais de 5 mil cidades atendidas em todo o Brasil.

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