Tendinite dá direito a aposentadoria pelo INSS? Confira!
A tendinite, especialmente quando causada por atividades repetitivas no trabalho, pode comprometer a capacidade de exercer funções profissionais e levar ao afastamento. Em alguns casos, pode dar direito à aposentadoria!
A tendinite é uma inflamação dos tendões que pode surgir devido a esforços repetitivos, posturas inadequadas ou atividades físicas contínuas.
Em alguns casos, essa condição prejudica tanto a realização de tarefas profissionais quanto as atividades do dia a dia, tornando difícil ou até impossível trabalhar.
Muitas pessoas têm dúvidas sobre quando a tendinite pode gerar direito à aposentadoria pelo INSS e quais são os critérios para o benefício.
Este conteúdo foi elaborado para esclarecer essas questões, apresentando informações confiáveis e práticas para quem enfrenta essa situação. Continue lendo para entender como funciona o processo e quais passos podem proteger seus direitos.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
- 1 O que é a tendinite (LER/DORT)?
- 2 A tendinite pode ser incapacitante para o trabalho?
- 3 Quem tem tendinite pode ter aposentadoria pelo INSS?
- 4 Como dar entrada na aposentadoria por tendinite?
- 5 Como passar na perícia do INSS por tendinite?
- 6 O que fazer se o INSS negar aposentadoria por tendinite?
- 7 Saber disso já muda o que você pode fazer a seguir!
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O que é a tendinite (LER/DORT)?
A tendinite é a inflamação de tendões, estruturas que conectam músculos aos ossos. Geralmente surge devido a esforço repetitivo, posturas inadequadas ou sobrecarga física constante, afetando principalmente mãos, punhos e ombros.
Quando ocorre repetidamente, ela é considerada LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e reconhecida como doença ocupacional pelo INSS, conforme a Lei nº 8.213/91.
Essa condição causa dor, limitação de movimentos e dificuldade em realizar tarefas do dia a dia e do trabalho.
Por exemplo, no escritório, atendemos uma segurada que possui um bloco rural e realiza atividades repetitivas com ferramentas.
Com o tempo, a dor nos punhos se intensificou, prejudicando suas tarefas domésticas e profissionais.
Esse tipo de limitação pode se agravar rapidamente sem tratamento adequado, aumentando a incapacidade funcional.
A tendinite pode ser incapacitante para o trabalho?
Sim, a tendinite pode impedir você de exercer suas funções habituais. A incapacidade ocorre quando a dor e a limitação funcional tornam impossível realizar tarefas essenciais.
Em muitos casos, a incapacidade inicial é temporária, permitindo afastamento médico e tratamento fisioterápico ou cirúrgico.
No escritório, atendemos uma segurada que passou por cirurgia no carpo e, mesmo após novos exames, apresentou agravamento da doença.
Ela relatou não conseguir realizar nenhuma atividade em casa e precisou recorrer judicialmente após ter o pedido de benefício negado pelo INSS.
Casos como este mostram que a incapacidade pode se tornar permanente quando a tendinite não responde ao tratamento, impactando profundamente a vida pessoal e profissional.
Quem tem tendinite pode ter aposentadoria pelo INSS?
Ter tendinite não garante automaticamente a aposentadoria pelo INSS. O que conta é o grau de incapacidade que a doença gera e se essa limitação é permanente e total para o trabalho.
No escritório, atendemos outro caso em que a segurada apresentava diagnóstico de tendinite com laudo médico confirmando incapacidade progressiva.
Ela contribui regularmente para o INSS e havia solicitado auxílio por incapacidade permanente, recebendo o benefício por apenas um mês antes de ser cessado.
Com orientação jurídica, o pedido está sendo judicializado para comprovar a incapacidade e garantir seus direitos.
O INSS analisa cada caso considerando:
- Tipo de trabalho exercido;
- Histórico médico e evolução da doença;
- Impacto da tendinite nas atividades diárias.
Além da aposentadoria por incapacidade permanente, você pode ter direito a outros benefícios:
Auxílio-doença: quando a incapacidade é temporária;
Auxílio-acidente: quando há sequela permanente que reduz parcialmente a capacidade de trabalho.
Saiba mais em nosso vídeo:
Aposentadoria por invalidez no INSS
A aposentadoria por invalidez, ou aposentadoria por incapacidade permanente, é concedida quando você está totalmente incapaz de trabalhar e não pode ser reabilitado para outra função. O INSS exige:
- Laudos médicos detalhados indicando incapacidade total;
- Exames complementares confirmando a gravidade da tendinite;
- Avaliação de que não há possibilidade de reabilitação profissional.
No escritório, outro caso atendido envolveu uma segurada com tendinite crônica nos dois braços, incapaz de realizar atividades essenciais em casa e no trabalho rural. Mesmo após tratamento cirúrgico, os sintomas persistiam.
Com a documentação completa, foi possível ingressar com processo judicial reforçando a incapacidade e buscando a concessão da aposentadoria.
Qual o valor da aposentadoria nesses casos?
O valor da aposentadoria por incapacidade permanente é calculado com base na média dos salários de contribuição, respeitando o teto do INSS. Para segurados com doença ocupacional, a carência pode ser dispensada.
O INSS avalia cada caso individualmente, considerando o histórico salarial, contribuições feitas e natureza da incapacidade.
A legislação aplicável é a Lei nº 8.213/91, que define critérios de cálculo e condições para reconhecimento de benefícios.
Como dar entrada na aposentadoria por tendinite?
Você pode solicitar a aposentadoria por incapacidade permanente pelo Meu INSS, seguindo etapas simples, mas essenciais para garantir que seu pedido seja analisado corretamente:
Passos para solicitar aposentadoria
Acesse gov.br e confira seus dados
Escolha o benefício correto
Preencha dados com atenção
Anexe laudos e exames
Agende a perícia no INSS
No VLV Advogados, auxiliamos seguradas a organizar documentos e reforçar seus pedidos para que a perícia reconheça a incapacidade.
1. Acesse sua conta gov.br: Verifique se seus dados pessoais e contribuições estão atualizados.
2. Escolha o benefício correto: No menu “Benefícios”, selecione Aposentadoria por incapacidade permanente.
3. Preencha as informações solicitadas: Inclua todos os dados com atenção para evitar inconsistências.
4. Anexe documentos médicos: Laudos, exames e relatórios de tratamentos anteriores são fundamentais para comprovar a incapacidade.
5. Agende a perícia médica do INSS: A avaliação presencial é decisiva para analisar seu caso.
No escritório, atendemos seguradas que haviam recebido o benefício por um curto período e, após a cessação, precisaram de orientação jurídica para reorganizar a documentação e reapresentar o pedido.
Com laudos e exames atualizados, conseguimos garantir que a perícia reconhecesse a incapacidade, aumentando significativamente as chances de concessão do benefício.
Agir de forma organizada e rápida ajuda a evitar negativas indevidas, atrasos ou recursos posteriores, garantindo que seus direitos previdenciários sejam preservados.
Como passar na perícia do INSS por tendinite?
Para ser aprovado na perícia médica do INSS, é necessário comprovar que a tendinite causa incapacidade total ou permanente para a sua função habitual. O INSS avalia:
▸Limitações físicas provocadas pela tendinite, como redução de força, amplitude de movimento ou dor intensa;
▸Resultados de tratamentos anteriores, incluindo fisioterapia, cirurgias e medicamentos;
▸Prognóstico de evolução da doença, indicando se há possibilidade de recuperação ou agravamento progressivo.
No escritório, registramos casos em que seguradas tiveram pedidos negados inicialmente, mesmo apresentando laudos médicos.
Com atualização detalhada de exames, relatórios médicos e orientação jurídica especializada, conseguimos ingressar com recurso judicial, reforçando a incapacidade perante o INSS.
Esse acompanhamento aumenta significativamente a chance de que a perícia reconheça a incapacidade e conceda a aposentadoria.
Preparar corretamente toda a documentação e estar bem orientado durante a perícia é decisivo, pois cada prova reforça a incapacidade e protege o seu direito ao benefício.
Documentos para comprovar tendinite
Para fortalecer o pedido, organize:
- Laudos médicos com CID e descrição detalhada da incapacidade;
- Exames recentes: ultrassonografia, ressonância magnética ou eletroneuromiografia;
- Histórico de tratamentos, fisioterapia e cirurgias;
- Receitas e prontuários médicos;
- Comprovantes de contribuição ao INSS e documentos pessoais.
A documentação completa facilita a avaliação do INSS, evita negativas e agiliza o reconhecimento do benefício.
O que fazer se o INSS negar aposentadoria por tendinite?
Se o INSS negar seu pedido de aposentadoria, é importante agir rapidamente para não comprometer seus direitos.
Primeiro, você pode entrar com recurso administrativo pelo Meu INSS, apresentando toda a documentação médica atualizada.
Em seguida, é fundamental apresentar novos laudos e exames recentes, que demonstrem a gravidade da tendinite e como ela impede suas atividades profissionais e diárias.
Além disso, buscar orientação jurídica especializada é essencial. Um advogado previdenciário pode analisar a negativa, identificar possíveis falhas na perícia e orientar sobre o ingresso de ação judicial, caso seja necessário.
No escritório, atendemos seguradas que tiveram a perícia negada inicialmente. Com laudos médicos detalhados e acompanhamento jurídico, elas conseguiram judicializar o pedido, reforçando a incapacidade e aumentando significativamente as chances de concessão da aposentadoria.
Agir de forma organizada e rápida faz diferença: cada prova enviada corretamente fortalece o seu direito, evita atrasos e garante que a incapacidade seja reconhecida pelo INSS ou pelo Judiciário.
Saber disso já muda o que você pode fazer a seguir!
Agora que você entende como a tendinite pode gerar aposentadoria pelo INSS e quais passos são necessários para comprovar a incapacidade, fica mais claro como agir em seu próprio caso. Cada situação é diferente, e o que vale para um segurado pode não se aplicar a você.
No VLV Advogados, analisamos cada caso individualmente, avaliando laudos médicos, tratamentos realizados e condições de trabalho, para orientar sobre o melhor caminho. Entre em contato e saiba como proteger seus direitos de forma segura e eficaz.
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados
Sobre a autora:
A Dra. Rafaela Carvalho é advogada com atuação em direito Previdenciário, pós-graduada em Direitos Fundamentais e Justiça e com formação em Liderança pela Conquer Business School. Atualmente coordena a equipe jurídica do VLV Advogados.
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