Quanto custa o divórcio amigável no cartório: emolumentos, honorários e custos ocultos

Separar-se já é difícil. Surpresa financeira no meio do processo é pior ainda. O divórcio amigável no cartório é a via mais rápida e econômica, e aqui você sabe exatamente o que vai pagar em 2026.

casal fazendo divórcio amigável no cartório
Quanto custa o divórcio amigável no cartório?

Você sabe quanto custa o divórcio amigável no cartório no seu estado? O valor varia mais do que parece, e as surpresas aparecem na hora de assinar. 

Neste guia, você encontra os valores reais de emolumentos por estado, os honorários advocatícios praticados em 2026, os custos que normalmente ninguém avisa antes e as mudanças jurídicas mais recentes que podem afetar diretamente o seu caso. 

Tudo organizado pela equipe do VLV Advogados, escritório com mais de 10 anos de atuação em Direito de Família, referência nacional no atendimento em divórcio extrajudicial e mais de 3.000 avaliações cinco estrelas no Google.

Conhecer o custo completo antes de dar o primeiro passo é a forma mais segura de evitar atrasos, valores inesperados e erros que comprometem a validade do seu divórcio.

Questões jurídicas geram dúvidas, e entender seus direitos é o primeiro passo para uma decisão segura. Se o seu caso exige uma análise mais cuidadosa, clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.

O que é o divórcio amigável no cartório?

O divórcio amigável no cartório, também chamado de divórcio consensual extrajudicial, é a dissolução do casamento realizada diretamente em um Tabelionato de Notas, sem necessidade de processo judicial. 

O casal comparece ao cartório acompanhado de um advogado, assina a escritura pública de divórcio e, a partir desse ato, o casamento está legalmente encerrado.

Essa possibilidade existe no Brasil desde a Lei nº 11.441/2007, que retirou do Poder Judiciário a obrigação de intervir em divórcios consensuais sem questões pendentes. 

A escritura lavrada no cartório tem a mesma validade jurídica de uma sentença judicial, como estabelece o artigo 733 do Código de Processo Civil (CPC), mas costuma ser concluída em dias, não em meses.

A diferença prática em relação ao divórcio judicial é significativa: menos burocracia, menor custo total, prazo muito mais curto e menor desgaste emocional para todas as partes envolvidas. 

Para quem está passando por um momento delicado e quer encerrar esse ciclo com agilidade, o divórcio extrajudicial é, na maioria dos casos, a alternativa mais indicada.

Saiba mais sobre o divórcio amigável:

Quem pode fazer o divórcio amigável no cartório?

Para utilizar a via extrajudicial no divórcio, alguns requisitos precisam ser atendidos:

1. Consenso total entre os cônjuges

Ambos devem concordar com o divórcio e com todos os seus termos, partilha de bens, eventual pensão entre cônjuges e alteração de nome, se houver.

2. Representação por advogado

Obrigatória por lei. Os dois cônjuges podem ser representados pelo mesmo profissional, desde que não haja conflito de interesses entre eles.

3. Filhos menores ou incapazes

Até agosto de 2024, a presença de filhos menores impedia o divórcio em cartório. 

Com a Resolução CNJ nº 571/2024, essa regra mudou, sendo permitido desde que todas as questões de guarda, visitação e alimentos já tenham sido previamente resolvidas e homologadas judicialmente.

Quanto o cartório cobra para fazer o divórcio?

O cartório cobra uma taxa chamada emolumento, que é o valor pago pela lavratura da escritura pública de divórcio

Esse valor é fixado por lei estadual e é o mesmo em todos os cartórios do mesmo estado, você não paga mais caro ou mais barato dependendo de qual cartório escolher dentro do seu estado.

Em 2026, os valores de referência confirmados para o divórcio sem partilha de bens são:

Referência 2026
Escritura de divórcio · sem partilha de bens
Emolumento
por estado
Estado
Emolumento (escritura)
SP
São Paulo
R$ 615,30
+ ISS por município
RJ
Rio de Janeiro
~R$ 710,00
valor de referência
MG
Minas Gerais
R$ 655,68
valor final ao usuário
BA
Bahia
R$ 333,34
Tabela II · item XIII
Demais estados
R$ 400 a R$ 1.500
varia por estado

Valores de referência para o emolumento da escritura — não incluem honorários advocatícios, averbação no RCPN nem certidões. O valor final ao usuário pode variar conforme ISS e encargos locais. Consulte sempre o cartório antes de iniciar o processo.

Além do emolumento da escritura, o custo total do divórcio inclui os honorários do advogado e eventuais taxas de documentação,  itens que a maioria das pessoas não considera no primeiro orçamento. 

Somando tudo, a faixa mais comum para um divórcio simples, sem bens, fica entre R$ 2.000 e R$ 6.500.  Quando há patrimônio a partilhar, esse valor pode superar R$ 20.000, dependendo do volume de bens e do estado onde o processo é realizado.

Segundo o IBGE (Estatísticas do Registro Civil 2024), apenas 18,2% dos 428.301 divórcios registrados no Brasil em 2024 foram realizados pela via extrajudicial. 

Isso revela que a maioria dos casais ainda recorre ao Judiciário, muitas vezes sem saber que o cartório seria uma opção mais rápida e econômica para o seu caso.

O divórcio amigável no cartório fica mais caro quando há bens a partilhar?

Sim. Quando há bens a partilhar, o emolumento do cartório aumenta proporcionalmente ao valor do patrimônio declarado. Cada estado tem sua própria tabela progressiva, e o crescimento pode ser expressivo. 

Para ter uma referência concreta, veja as estimativas por faixa de patrimônio para o estado de São Paulo. Os emolumentos paulistas são calculados com base na UFESP, índice oficial usado para corrigir taxas e tributos estaduais. 

Em 2026, cada UFESP equivale a R$ 38,42, o que define o patamar de todos os custos cartoriais do estado: 

Tabela Oficial · São Paulo 2026
Emolumentos do Cartório
no divórcio amigável extrajudicial
UFESP 2026
R$ 38,42
Sem Partilha de Bens
Escritura · sem valor econômico declarado
R$ 615,30
+ ISS por município
Com Partilha · Estimativas por Faixa de Patrimônio
Até R$ 50.000
ex.: veículo + móveis
~R$ 700
a R$ 1.300
R$ 50k a R$ 150k
ex.: imóvel simples
~R$ 1.300
a R$ 2.500
R$ 150k a R$ 300k
ex.: apartamento médio
~R$ 2.500
a R$ 4.500
R$ 300k a R$ 500k
ex.: imóvel + veículos
~R$ 4.000
a R$ 7.000
Acima de R$ 500k
ex.: múltiplos imóveis
~R$ 7.000+
até R$ 12.000

Emolumentos são iguais em todos os cartórios do estado. Valores com partilha são estimativas — confirme o valor exato pelo simulador oficial do 26º Tabelionato de Notas ou diretamente no cartório antes de iniciar o processo.

Fonte: 26º Tabelionato SP · Lei nº 11.331/2002 Vigência: 08/01/2026

Fonte: 26º Tabelionato de Notas de São Paulo — Lei Estadual nº 11.331/2002. Valores com partilha são estimativas com base na UFESP 2026 (R$ 38,42). Confirme o valor exato no simulador do cartório antes de iniciar o processo.

Além do emolumento, a partilha exige documentação adicional (matrículas de imóveis atualizadas, certidões negativas, registros de veículos) o que amplia o custo total. O trabalho jurídico também é mais complexo, e os honorários do advogado refletem isso.

Quais são os custos ocultos do divórcio amigável em cartório?

Os custos ocultos do divórcio amigável em cartório é o ponto onde a maioria das pessoas leva um susto. O emolumento da escritura é apenas um dos itens do custo total. 

Existem despesas adicionais que raramente aparecem nos orçamentos informais:

  1. Certidão de casamento atualizada (R$ 50 a R$ 150)
  2. Averbação no Cartório de Registro Civil (RCPN), custo de R$ 100 a R$ 300
  3. Certidão negativa de ônus do imóvel (R$ 50 a R$ 200)
  4. ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), entre 2% e 8%
  5. ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis)

Um dado que pouquíssimas pessoas conhecem: em abril de 2026, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, de forma unânime e pela primeira vez nas turmas de direito privado, que a partilha de bens no divórcio não pode ser feita por contrato particular. 

Casais que tentam “economizar” resolvendo a divisão dos bens por um simples documento particular correm o risco de ter esse acordo anulado no futuro, com um custo jurídico maior.

No VLV Advogados, o levantamento tributário e documental detalhado faz parte da atuação estratégica desde o início do caso, justamente para que o cliente saiba exatamente o que vai pagar antes de qualquer assinatura, sem surpresas no cartório ou após o registro dos bens.

Quem paga as custas no divórcio amigável?

A lei não define quem deve arcar com as custas do divórcio amigável, essa definição é resultado do acordo entre as partes. Na prática, existem três arranjos mais comuns:

1. Divisão igualitária

Cada cônjuge paga metade dos custos totais, incluindo cartório e honorários advocatícios.

2. Pagamento integral por uma das partes

Ocorre quando há desequilíbrio financeiro entre os cônjuges, ou quando uma das partes tem interesse em agilizar o processo.

3. Formalização na escritura

O acordo sobre quem paga o quê pode, e deve, constar na própria escritura pública de divórcio, garantindo que o compromisso tenha validade legal e não gere discussão posterior.

O erro mais comum nessa etapa é deixar a definição de custas para resolver “depois”. Quando isso acontece, é frequente que o impasse financeiro atrase o processo inteiro, ou, pior, gere um novo conflito entre o casal que havia chegado a um acordo. 

Definir antes quem paga o quê, com orientação jurídica, é uma das primeiras providências que um advogado especializado em família deve tomar ao receber um caso de divórcio consensual.

Quanto tempo leva para sair um divórcio amigável no cartório?

O divórcio extrajudicial é o procedimento mais rápido disponível no Brasil para encerrar um casamento. 

Em casos simples, com documentação completa e acordo já definido, é possível concluir o processo em 3 a 7 dias úteis. Quando há bens a partilhar ou alguma pendência documental, o prazo médio fica entre 15 e 30 dias.

Para comparar: o divórcio judicial consensual costuma levar de 2 a 6 meses, dependendo da comarca e da carga de processos na Vara de Família. 

O divórcio litigioso, quando não há acordo entre as partes, pode se estender por 1 a 3 anos.

Na prática, o que mais atrasa o divórcio no cartório não é o próprio ato notarial, é a falha documental. Os motivos mais comuns de atraso são:

Um advogado experiente antecipa e resolve essas pendências antes da lavratura, o que, na maioria dos casos, é o fator decisivo para que o processo seja concluído no menor prazo possível.

É possível fazer o divórcio no cartório sem sair de casa?

Sim, é possível fazer divórcio online sem sair de casa, desde a regulamentação da plataforma e-Notariado pelo CNJ em 2020, o divórcio extrajudicial pode ser realizado de forma 100% digital, sem a necessidade de comparecer fisicamente ao cartório. 

O ato é feito por videoconferência com o tabelião, com assinatura digital dos cônjuges e do advogado, e tem a mesma validade jurídica do divórcio presencial.

Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil (CNB), a plataforma e-Notariado já representa até 35% de todos os atos notariais realizados no país, com mais de 4,3 milhões de atos registrados desde o início da sua operação. 

Atualmente, 5.500 cartórios em todo o Brasil já realizam atos na modalidade digital.

Para utilizar o divórcio online, é necessário:

Os custos são idênticos ao divórcio presencial, os emolumentos seguem a tabela estadual normalmente, sem acréscimos pela modalidade digital. 

Essa opção é especialmente útil para casais que vivem em cidades diferentes, para brasileiros residentes no exterior que precisam regularizar o estado civil no Brasil, ou para quem simplesmente prefere evitar deslocamentos.

O advogado é obrigatório no divórcio amigável? Quanto ele cobra?

A participação do advogado é obrigatória por lei, mesmo no divórcio extrajudicial totalmente consensual. A escritura só pode ser lavrada com a presença desse profissional habilitado.

Contudo, a função do advogado vai muito além de “assinar o documento”. É esse profissional quem analisa o caso individualmente e identifica os riscos que as partes não enxergam.

Tentar economizar nessa etapa é um dos erros mais comuns no processo de divórcio, e que frequentemente gera custos muito maiores a partir de uma nova demanda judicial anos depois.

Quanto aos valores, cada seccional da OAB define sua própria tabela de referência por estado. Para ter uma dimensão concreta em 2026:

É importante destacar que as tabelas da OAB estabelecem valores mínimos de referência, não tetos. Muitos escritórios praticam valores abaixo dos mínimos tabelados, especialmente para casos simples e sem bens, e a negociação dos honorários é sempre possível e legítima.

Como explica Dr. Luiz Vasconcelos Jr.: “O honorário do advogado no divórcio não deve ser encarado como um gasto evitável, mas como um investimento em segurança jurídica”.

Um acordo mal redigido ou uma partilha estruturada de forma incorreta pode resultar em um processo judicial anos depois, com um custo financeiro e emocional muito maior.

Planeje com informação, decida com segurança

advogado conversando com o cliente sobre o custo do divórcio amigável em cartório
Planeje com informação, decida com segurança!

O divórcio amigável no cartório é, para muitos casais, a solução mais racional, mais rápida e mais econômica para encerrar um casamento. Mas “mais barato” não significa “sem custo”, e “mais simples” não significa “sem riscos”.

Cada caso tem suas particularidades. Por isso, antes de dar qualquer passo, o mais importante é ter uma análise individual do seu caso com um profissional especializado.

Essa orientação prévia é o que permite planejar o orçamento com realismo, evitar surpresas no cartório e garantir que o acordo firmado tenha plena validade jurídica, agora e no futuro. 

Clique aqui para falar com um especialista do VLV Advogados.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do VLV Advogados

Sobre o autor

Dr. Luiz Vasconcelos Jr. é advogado familiarista (43462 OAB), cogestor do VLV Advogados, membro Associado do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). Possui capacitação pela AASP em questões de direito civil, especialmente direito das famílias/sucessões e pela PUC/RJ em alienação parental e perícias psicológicas.

Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

O que está incluído no valor do divórcio no cartório?

O valor total de um divórcio no cartório raramente corresponde apenas ao custo da escritura. Na prática, o custo final é composto por três itens distintos, cobrados separadamente: emolumento da escritura de divórcio, certidões exigidas como documentação obrigatória e a taxa de averbação.

Divórcio com partilha de bens é mais caro no cartório?

Sim, e a diferença pode ser significativa. Quando há partilha de bens, os emolumentos são calculados com base no valor do patrimônio a ser dividido, seguindo a tabela estadual de atos com valor declarado.

Quem paga o divórcio no cartório?

Não existe regra legal que determine quem deve arcar com os custos do divórcio no cartório. O pagamento pode ser dividido igualmente entre os cônjuges, assumido integralmente por um deles ou negociado de qualquer outra forma que as partes acordarem. O cartório não interfere nessa decisão.

Existe isenção ou desconto no valor do divórcio no cartório?

Sim. Pessoas de baixa renda podem ter direito à gratuidade nos emolumentos cartorários mediante apresentação de declaração de hipossuficiência econômica.

O divórcio no cartório precisa de advogado?

Sim, a presença de advogado é obrigatória por lei, mesmo no divórcio extrajudicial. O artigo 733 do Código de Processo Civil determina que ambas as partes devem estar assistidas por advogado ou defensor público para que o tabelionato possa lavrar a escritura. Sem essa representação, o cartório não dá andamento ao procedimento.

Qual a forma mais barata de divorciar?

Em geral, o divórcio extrajudicial no cartório ou pelo e-Notariado é mais barato do que o divórcio judicial. A diferença está principalmente na ausência de custas processuais e na menor complexidade do procedimento, que tende a reduzir o tempo de trabalho do advogado e, consequentemente, os honorários.

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Autor

  • luiz azul

    OAB 43.462 - Advogado Civilista e cogestor do VLV Advogados.
    Membro Associado do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)
    Capacitação pela AASP em questões de direito civil, especialmente direito das famílias/sucessões e pela PUC/RJ em alienação parental e perícias psicológicas

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